A incrível história de Mahommah Baquaqua

Você conhece a história de Solomon Northup do cinema. Seu “12 anos de escravidão”, dirigido pelo inglês Steve McQueen, venceu o Oscar em 2014. A força do filme ajudou na publicação de sua autobiografia no Brasil pela Penguin-Companhia. Este clássico relato do período escravocrata, lançado em 1853, agora possui um concorrente a altura, que nos diz, como brasileiros, não como homens, muito mais respeito. Trata-se de “Uma narrativa curiosa – Biografia de Mahommah G. Baquaqua”, que entrou no ar ontem no site www.baquaqua.com.br, e que no ano que vem ganha versão impressa. O relato de Baquaqua é impressionante. Jovem da elite de uma tribo de onde hoje está o Benin, muçulmano e letrado, chega a Olinda em 1845, quando o tráfico já estava proibido; mas não na prática. Negociado acaba trabalhando com o negociante de café que o leva a Nova York, onde consegue escapar. Baquaqua passa pelo Haiti, volta aos Estados Unidos, onde chega a cursar a universidade, além de se ligar a causa escravocrata (teria conhecido Northup?). Em 1854, já residindo no Canadá, com auxílio do editor irlandês, radicado em Detroit, Samuel Moore, resolve publicar sua narrativa – documento impressionante sobre a diáspora africana, a acompanhar sua trajetória da costa africana até a vida no Brasil e na América do Norte.

Caminho um pouco mais nesta história no Clube do Livro de hoje.

 

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