Georges Perec e a pequena vida ao redor

Quando lemos Georges Perec ficamos mais atentos ao mundo. Atentos às coisas, ao entorno, a vida que acontece ao nosso redor quando imaginamos viver a vida que importa. Atentos ao infra-ordinário, como dizia Perec. Sua voz única, terna e generosa; sua mente organizadora, analítica, catalogadora nos legaram uma obra, de circulação restrita, que parece aos poucos receber a atenção devida em novas edições. Morto precocemente em 1982, passa a circular entre nós, leitores brasileiros, nos oitenta anos de seu nascimento, em dois novos volumes. O sumiço, árdua tradução de seu romance-lipograma em que a letra “e” é evitada e perseguida como numa trama policial. Tentativa de esgotamento de um local parisiense, pequeno texto de 1975, que mostra o escritor em seu embate com a cidade, com a sua Paris, em sua tentativa de fixar no papel a experiência obsessiva de observar por três dias o que acontece numa praça – a Saint-Sulpice onde hoje quem a percorre detidamente pode homenageâ-lo.

Aqui você ouve o Clube do Livro sobre o escritor.

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