Balanço da FLIP 2016

No Clube do Livro de hoje tratei da FLIP 2016. Uma festa com muitos acertos, como a presença de autores do quilate de Svetlana Aleksiévitch e Karl Ove Knausgard; mesas como a que reuniu os jornalistas Misha Glenny e Caco Barcelos; boas surpresas como o mexicano Álvaro Enrigue e o brasileiro Marcílio França Castro. É muito, num ano de crise profunda no país e brutal diminuição de verbas culturais (não entram na conta casamento de ricaços safados na praia). Paraty, conta-se, estava mais vazia. Vendeu-se menos ingressos que em 2015, mas o evento segue forte, cada vez mais consolidando-se como o mais importante no calendário literário do país. A ser observada a dificuldade cada vez maior de tratarmos de livros neste tipo de evento (referendada na diluída cobertura dos jornais, e na precariedade da maior parte das mediações). A ideia do escritor transformado em celebridade se fortalece – mais uma das etapas do processo de esvaziamento cultural em que vivemos. Mais do que a cor do terno, ou quantas caipirinhas o fígado de um autor é capaz de suportar, os livros permanecem, guardados entre duas capas, dando a ver a relevância ou não de quem os produziu.

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3 respostas para “Balanço da FLIP 2016

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