Disco music, fantasmas e um amor de verdade

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Não há meio termo, o sobrenatural na ficção ou dá frutos geniais como a obra de Edgar Allan Poe e a versão de Kubrick para O Iluminado, ou se converte em pastiches medonhos como aquela série juvenil do vampiro, do lobo e da espetacularmente sem graça Kristen Stewart. River, produção em seis capítulos da BBC One, distribuída por aqui pelo Netflix, está no primeiro grupo. E, pode-se dizer, avança por caminhos inesperados.

O ponto de partida é o assassinato brutal de uma policial (a ótima Nicola Walker) investigado obsessivamente por seu parceiro, John River, o excepcional Stellan Skarsgard. Acontece que River ouve e vê gente morta, inclusive sua falecida companheira de trabalho. Além de lidar com a complexa investigação, com seus próprios demônios, River precisa gerenciar um elenco de gente do outro mundo, que insiste em procurá-lo para conversar. Parece arriscado? Posso garantir que não é. Funciona bem como a representação visual dessa conversa infinita que temos com nossos próprios botões.

A trama se desenvolve sutilmente em chaves que vão sendo reveladas no ótimo roteiro de Abi Morgan. Nada é gratuito. Nem mesmo o tema musical recorrente, o clássico da disco inglês (é sério!) Tina Charles.

Ouça a música.

Veja a série.

Deixe que seus personagens te acompanhem por aí nos dias mais duros.

Não tema falar sozinho.

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