Clementina, enfim biografada

clementina

Tradição oral, parcamente documentada na bibliografia nacional, afastada do radar diluidor das grandes gravadoras, o cancioneiro de matriz africana, herança direta do longo período de escravidão no Brasil, encontrou na voz potente e única de Clementina de Jesus seu registro mais original. Por sorte, ajuda do destino, faro e ouvidos agudos de Hermínio Bello de Carvalho, ela foi resgatada do Vale dos Desconhecidos para produzir uma carreira extraordinária. Os trinta anos de sua morte, como quase tudo o que se refere à memória, história e cultura no Brasil, restringiram sua herança a poucos interessados. É de saudar com rodas de jongo e partido-alto por todo o Brasil o lançamento de “Quelé – A voz da cor”, bela biografia da cantora realizada (numa outra boa surpresa) por quatro empenhados jovens jornalistas. Essa pérola, que chega ao público nesta semana, foi o tema do Clube do Livro de hoje.

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2 respostas para “Clementina, enfim biografada

  • Felipe Castro

    Zé, fiquei muito feliz quando ouvi sobre a biografia no Clube do Livro, e só agora vi que você pincelou também no blog. Honra enorme. Obrigado pelo prestígio. Estamos colhendo muitos frutos e animados com o sucesso do trabalho, ansiosos pelas novas edições (com correções e aperfeiçoamentos, já que uma biografia nunca é definitiva) e derivações desse projeto que podem pintar por aí. Sigamos. Um abraço

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