Julian Barnes e a vida de um gênio assombrado pelo Poder

BarnesO que mais assusta nas ditaduras, principalmente naquelas personificadas num único grande líder, é sua capacidade de encenar no campo social os mais profundos e aterrorizadores estereótipos da paternidade. Pais tiranos, que ditam aos filhos o que fazer, arrasam vidas, condenam ao encolhimento a potência de talentos nunca realizados. E quando esse filho é um artista, um grande artista, a humilhação parece ser o traço mais profundo e constante dessa relação conturbada. O novo livro de Julian Barnes, “O ruído do tempo”, comentado no Clube do Livro desta semana, trata de um desses casos, um dos mais notórios do século XX. Reordenando, numa trama ficcional, as relações entre Dimitri Shostakovich e a cúpula do Partido Socialista da antiga União Soviética, expõe ao leitor em passagem memoráveis os efeitos práticos da tirania sobre os indivíduos.

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