Luiz Lopes Coelho, precursor do romance policial no Brasil

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Tratei hoje no Clube do Livro, de “Contos reunidos”, volume que reúne os três livros publicados por Luiz Lopes Coelho, um dos primeiros autores a se dedicar à narrativa policial no país.


Clementina, enfim biografada

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Tradição oral, parcamente documentada na bibliografia nacional, afastada do radar diluidor das grandes gravadoras, o cancioneiro de matriz africana, herança direta do longo período de escravidão no Brasil, encontrou na voz potente e única de Clementina de Jesus seu registro mais original. Por sorte, ajuda do destino, faro e ouvidos agudos de Hermínio Bello de Carvalho, ela foi resgatada do Vale dos Desconhecidos para produzir uma carreira extraordinária. Os trinta anos de sua morte, como quase tudo o que se refere à memória, história e cultura no Brasil, restringiram sua herança a poucos interessados. É de saudar com rodas de jongo e partido-alto por todo o Brasil o lançamento de “Quelé – A voz da cor”, bela biografia da cantora realizada (numa outra boa surpresa) por quatro empenhados jovens jornalistas. Essa pérola, que chega ao público nesta semana, foi o tema do Clube do Livro de hoje.


Melville visita Dom Pedro II

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No Clube do Livro de hoje tratei do lançamento no Brasil de “Jaqueta Branca ou O mundo em um navio de guerra”, em que Herman Melville narra a vida numa embarcação de guerra americana nos anos 1840, com direito a uma visita ao Rio de Janeiro de Dom Pedro II.


Benedetti e os habitantes de Montevidéu

benedettiMontevideanos apareceu 1959, e de lá em diante a carreira de Mario Benedetti dá um salto, um amplo salto, que o irá colocar ao longo das décadas seguintes, ao lado de Juan Carlos Onetti, como o primeiro nome uruguaio que vêm à mente dos interessados no incrível conjunto de grandes narradores que ocupou o cone sul deste nosso continente no século passado. São 19 contos. Contos breves, instantes testemunhados por narradores que parecem habitar um tempo-espaço muito próprio: doméstico, introspectivo, atento. Tratei dele no Clube do Livro CBN de hoje.


Clube do Livro com o chefe, Bruce Springsteen

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No Clube do Livro de hoje tratei da autobiografia “Born to run”, do roqueiro Bruce Springsteen, que acaba de sair no Brasil. Longo relato sobre a trajetória desse ícone do canção americana.


“Crime e castigo”, de Fiódor Dostoiévski


O poeta não derruba o noticiário

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O poeta ainda não derruba o noticiário político, e Ferreira Gullar, que em tantos poemas observou que o mundo segue, insensível aos que partem, não haveria de estranhar que as tramoias na corte tenham mais espaço que a morte do autor de “A luta corporal”. No domingo, logo após a sua morte, e hoje, em edição extraordinária, tratei no Clube do Livro de diversos aspectos da trajetória poética e social de Gullar. O quadro na CBN, assim como este blog e O arte de andar com José Godoy, meu canal do Youtube, são e serão sempre um espaço do contra, às avessas. Aqui, os Renans e os Marco Aurélios não fazem sombra a um homem que escreveu versos como este:

III*

Carregar um espelho

é mais desconforto que vantagem:

a gente se fere nele

e ele

não nos devolve mais do que a paisagem

Não nos devolve o que ele não reteve:

o vento nas copas

o ladrar dos cães

a conversa na sala

barulhos

sem os quais

não haveria tardes nem manhãs

*GULLAR, Ferreira. “O espelho do guarda-roupa”, in: Na vertigem do dia.