Arquivo da tag: Leonardo Padura

Clube do Livro: “Hereges”, de Leonardo Padura

No Clube do Livro de hoje tratei de “Hereges”, novo romance do cubano Leonardo Padura, e da morte de Carmen Balcells, agente literária profundamente ligada ao “boom latino-americano” dos anos 1960.


No Clube do Livro – “O homem que amava os cachorros”

No Clube do Livro de hoje tratei do romance histórico, do cubano Leonardo Padura, “O homem que amava os cachorros”. Grande obra em que cruza as trajetórias de Trotsky e de seu assassino Ramón Mercader, sob o olhar de um habitante da Cuba contemporânea.


Ler, reler, concatenar

Uma parte realmente prazerosa em manter o hábito da leitura em dia são as conexões naturais, que ligam pontos e ampliam a compreensão. É como se o cérebro estivesse mais atento, contente por ser convidado a se divertir nessa espécie de jogo. Às vezes é uma simples frase que dispara lembranças de leituras ou passagens vividas. Em outras  pode ser uma informação importante sobre um tema que lhe atraía. Há momentos ainda, em que trata-se apenas de um gracejo que nos encarregamos de dividir com quem gostamos.

No ótimo “O homem que amava os cachorros”, de que trato no próximo dia 25, no Clube do Livro CBN, Leonardo Padura descreve nas longínquas estepes do Quirquistão a veneração de seus nativos por pedras. Um de seus costumes é beijar aquelas consideradas sagradas, e, no sítio em que estas se localizam, proíbe-se batalhas ou execução de inimigos. A pedra é o símbolo de resistir à passagem inóspita, a temperaturas que podem passar dos 40 negativos.  Um lugar onde a máxima de Pessoa ganha versão própria. Resistir é preciso.

Entre as frestas do tempo

Para quem se vê atormentado pelos compromissos diários, que impossibilitam a realização de grandes projetos pessoais, um trecho de uma entrevista com Alice Munro, que casou aos 20, foi mãe aos 21, cuidou de 4 crianças, administrou uma livraria, e aos 82 ganhou o Nobel de Literatura:

“Quando as crianças eram pequenas, meu tempo era a partir do momento em que eles saíam para a escola. Meu marido e eu tínhamos uma livraria, e mesmo quando eu estava trabalhando, eu ficava em casa até o meio dia. Eu deveria estar cuidando da casa, e deveria também cuidar da minha escrita. Quando eu ficava em casa, eu poda escrever até alguém chegar para o almoço e depois quando eles partiam, provavelmente até as duas e meia, e então eu bebia rápido uma xícara de café e começava a arrumar a casa, tentando deixar tudo pronto até o final da tarde.”