Paul Bowles, anfitrião de artistas no Marrocos


Livro do mês, “O céu que nos protege”, de Paul Bowles

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Na encruzilhada do pós-guerra, é difícil ainda acreditar que a civilização europeia seja capaz de recuperar sua própria humanidade. O modelo norte-americano, que surge como seu substituto, tampouco se mostra capaz de cuidar de modo equânime dos homens, com sua sanha por lucro e progresso incessante. Para para onde ir, em que acreditar, onde é possível inventar outra realidade? Stefan Zweig vem para o Brasil, Paul Bowles faz do norte da África sua casa. Port e Kit, os protagonistas de seu O céu que nos protege, livro deste mês do Clube do Livro, irão se lançar com seus corpos e mentes nessa aventura exótica, em que o choque de culturas é hostil, violento, atingindo os viajantes de Bowles que, como o autor, escolheram não mais retornar.

 


Febre no Leblon – Trecho

 


Febre no Leblon – Edição

Meu Febre no Leblon foi lançado pela coleção Megamíni, da Editora 7Letras. O que mais me atraiu no convite do editor Jorge Viveiros de Castro foi a possibilidade de ter uma das minhas obras circulando como um plaquete. Estas pequenas edições que desde o século XIX são parte fundamental na circulação da poesia. Ler um plaquete, escrever para ser lido num plaquete, é a chance de lidar com um objeto único (boa parte da primeira edição é numerada), confeccionado em caráter artesanal. Conscientemente, é um modo de se colocar à parte dos modos de produzir e circular objetos artísticos e culturais neste tempo em que tudo parece dominado pelo mercado.

Abaixo alguns detalhes da edição. Acima leio um trecho do poema e no link a página da 7Letras onde você pode encomendar seu exemplar.


Rousseau, Baudelaire e Walser, e o escritor andarilho

 


No Clube do Livro – “A arte de caminhar”, de Rebecca Solnit

Bom, a cidade moderna, filha da consolidação do capitalismo nos séculos XVIII e XIX, é o local onde se dá o embate de ideias e eclodem atos sociais e culturais. É também o local de escolhas que irão impactar na vida de uma determinada sociedade. Caminhar, em suas mais diversas versões, da Grécia Antiga às Galerias parisienses do século XIX, ou em nossas calçadas contemporâneas, é um ato político de liberdade, de ocupação do espaço urbano como espaço de pertencimento do cidadão. O amplo arco que une as atividades de pensar e caminhar são o tema da obra de Solnit, abordada hoje no Clube do Livro CBN.


Os poemas de João Cabral e Wislawa Szymborska